Reconhecer o Advento

>> agosto 14, 2009

E exactamente porque acredito no que citei, não posso citar. Estou farto do apelo à originalidade e à auto-criação nas palavras dos outros. Serei apenas um escriva? Uma câmara de eco que reverbera as palavras certas, certamente sentidas? Estou enjoado de idiotas. Cópias de cópias de cópias de cópias. Da passagem de testemunho do que até esteja certo à aniquilação do que cada um é, a distância é perigosamente curta. Por isso, enquanto nada tiver de meu para dizer, calo-me!

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Turbilhão de ignorantes

Nas dominantes ocultas da sociedade, há pejamento do homem medíocre, «num campo de guerra psicológico e de luta titânicas. Nasce mas não vive, porque cresce em silêncio e no escuro, é o vulgar que não é génio nem idiota, não é o talento nem o imbecil. É um produto adventício do meio e das circunstâncias, é justo-meio, sabe-o e tem intenções de sê-lo sem suspeitá-lo. É-o por natureza, não por opinião. O seu traço característico é a sua obsequência à opinião dos demais. Não fala nunca, repete sempre. Julga os homens como ouve julgá-los. Venerará o seu mais cruel adversário se este se eleva; desprezará o seu melhor amigo se ninguém o elogia. As suas admirações são prudentes. Os seus entusiasmos são oficiais».

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Civilização

>> agosto 13, 2009

“Todo o processo de civilização é responsável pela alienação do homem sobre um fundo de hipocrisia generalizada: hipocrisia, porque ele procura a felicidade possível através dum permanente subterfúgio.”

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Letras não são tretas!

>> agosto 11, 2009

Letras não são tretas. É preciso «escreviver», isto é, viver a escrita. A filosofia ensina o homem a ser infeliz, pelo modo inteligente.

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Evolução...

>> agosto 10, 2009

Se toda a matéria do universo forma uma unidade orgânica, nós também nascemos com o big-bang. Somos uma centelha da grande fogueira que foi ateada há milhões de anos.

Se essa “matéria primordial” explodiu devido ao excesso de gravidade, e desfez-se em muitos bocados, os dinossauros também foram feitos dessa massa tão pesada.

Se a catástrofe, que modificou profundamente o ambiente, não tivesse aniquilado os dinossauros, na altura reis do planeta, eles talvez ainda fossem as espécies dominantes, e os pequenos mamíferos que corriam por entre as suas patas, desde há dezenas de milhões de anos, nunca teriam tido a hipótese de se desenvolverem até chegar a nós. Consequentemente, talvez devamos a nossa existência a essa catástrofe planetária.

Se a chegada da espécie humana é apenas um acaso feliz da evolução, “Somos como um jogador que, no passado, nunca cessou de ganhar”.

Se ao cabo de uma longa e sistemática investigação nada encontrarmos, então teremos aferido algo da raridade e preciosidade da nossa vida na Terra.

Se se descobrir inteligência extraterrestre, isso irá mudar para sempre a nossa visão do universo e de nós próprios.

Se todas as espécies aparecem e desaparecem ao longo da história humana, é provável que a espécie humana não escape à regra, o que se confirmará o facto de ela não representar nada de excepcional e de o homem não ser a finalidade do universo.

“Memento Mori” – Recorda que tens de morrer!

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